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Como as mulheres da favela lidam com questões de Saúde e Planejamento Familiar?

Tendo o SUS como grande aliado para cuidar da saúde de mulheres das favelas do Brasil, ainda faltam informações sobre planejamento familiar e métodos contraceptivos, principalmente entre mulheres com menor escolaridade. 

De acordo com a Pesquisa Persona Favela “Saúde da Mulher” aplicada por todo território nacional em diferentes favelas do Brasil, o assunto saúde e planejamento familiar ainda é uma questão precária e que traz dados bastante preocupantes. 

Realizada em 15, das maiores comunidades espalhadas pelo país, apenas 36% das mulheres entrevistadas participam de algum tipo de programa voltado ao planejamento familiar, e 77% o fazem através do SUS. 14% das mulheres desconhecem o assunto, entretanto, o número sobe para 19% entre as mulheres que fizeram apenas o ensino fundamental. 

Ainda falando sobre o SUS, o Sistema Único de Saúde é o principal provedor de consultas médicas feitas pelas mulheres da favela, representando 81%, enquanto 12% delas recorrem a uma rede privada. Mesmo com números expressivos, 82% dessas mulheres já realizaram o exame de Papanicolau, porém, dentre as que nunca fizeram, o motivo maior foi por não terem conseguido marcá-lo devido às longas filas de espera nas unidades de saúde, a falta de tempo, entre outros fatores. 

Quando o assunto é contracepção, 52% destas mulheres fazem uso de algum contraceptivo, principalmente mulheres entre 18 a 34 anos e que têm uma vida sexual ativa. Mesmo com pouca idade ou falta de informação, 76% dessas mulheres já engravidaram, porém apenas 46% foi planejado. Por outro lado, 26% já tiveram um aborto e 57% não planejaram a gravidez. Quanto mais filhos, menor a escolaridade dessas mulheres, sendo que 63% das entrevistadas afirmam terem 1 ou 2 filhos. 

Mesmo tendo acesso ao SUS, essas mulheres ainda sofrem com a baixa escolaridade, a falta de informação e aconselhamento, e até mesmo a falta de recursos quando o assunto é saúde e planejamento familiar. 

Fica visível que é necessária não só estratégias do poder público, mas também de empresas privadas para mudar esse cenário tão desigual. Atrelar práticas de ESG, e até mesmo trazer criadores de conteúdos locais para tratar de questões de saúde mental e sexual dentro e fora das comunidades, podem ajudar a sanar as necessidades encontradas por mulheres periféricas e facilitar o acesso a condições básicas de saúde.

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